Ao invés de alinhar os Shabazz Palaces numa visão histórica do rap mais exploratório, sob pena de ignorar as poeiras cósmicas que flutuam em torno da sua música sem nunca assentar, será sempre preferível encará-los ao abrigo de uma panorâmica expansiva, onde os avanços da música negra se fizeram através de figuras tão míticas como Timbaland, Prince e claro, Afrika Bambaataa. Passe algum delírio hiperbólico, os confins do rap mais avant sofrem demasiadas vezes de acessos de pedantismo e experimentação vazia, que muito pouco ou nada têm a dizer quando comparados com navegações pelo espaço sideral do duo de Seattle